sexta-feira, 10 de agosto de 2012

..:: Sobre glória e idolatria ::..


Loco Abreu é ídolo. Simples assim.

Por mais que alguns torçam o nariz para o gringo, sim, ele é ídolo da torcida botafoguense. O gesto, no último jogo de seu atual clube, demonstra claramente isso. Aos que (ainda) não sabem, o Loco, no final do 
jogo do Figueira contra o Flamengo, ao ser provocado pela torcida rubro-negra, mostrou sua famosa blusa azul por baixo do uniforme e beijou o escudo alvinegro, fazendo, ainda, referência ao antológico gol de cavadinha feito no prisioneiro, ops, goleiro Bruno. Craque ele não é, mas quem disse que precisa ser craque de bola para ser ídolo, não é, Túlio? Para ser ídolo, o cara tem que ter identificação com aquele clube, com aquela torcida. E isso o gringo tem de sobra conosco.

Loco Abreu chegou ao Botafogo em 2010, quando estávamos pra lá de machucados com a perda consecutiva de três estaduais para o nosso rival mais detestável. Teve uma estreia para esquecer, definitivamente. Aos poucos, porém, foi se integrando ao clube, à torcida, ao time. Gols decisivos vieram. Assim como o gol mais importante da história recente do Botafogo. Aquela cavadinha foi muito mais do que o gol do título sobre o arqui-rival. Foi o resgate do orgulho de ser alvinegro – e isso, meus caros, poucos são capazes de fazer. Na Celeste Olímpica, Abreu, alvinegramente, levou este orgulho a milhões de cidadãos mundo afora, através da bandeira preta-e-branca que carregava consigo.

Depois, apesar do Joel, Loco seguiu sendo referência para os gols botafoguenses. E seguiu assim, no ano seguinte, também apesar do Caio Júnior. Em 2012, um mau início de temporada, com uma penca de pênaltis perdidos, colocou-o em descrédito com parte da torcida. Seu Oswaldo, uma trágica mistura do que tinham de pior os últimos dois treinadores (a retranca do Joel e as invencionices do Caio), então decidiu que o Loco não servia mais para o Botafogo e dispensou o gringo, trazendo para o seu lugar o “fantástico” Rafael Marques – com sua inacreditável média de 0,32 gols por jogo no último clube que defendeu.

Lodeiro, promessa uruguaia que jogava no Ajax, da Europa, veio para o Botafogo após incentivos do Loco. Seu Oswaldo trouxe, além do “fantástico” Rafael Marques, o “virtuoso” Fellype Gabriel e o “espetacular” Vitor Júnior, todos escondidos nos cafundós do samurai.

Pois de nada adiantou, Seu Oswaldo. Como bem sinalizou o Perrone em seu blog, “fato é que longe, sem entrar em campo, Abreu segue sendo o melhor jogador do Botafogo.”

Loco Abreu é ídolo. E ponto final.


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